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Rodrigo, para onde foi o meu bebé??

No fundo eu sei que não foi de repente, que não foi bem da noite para dia, tem sido um processo que se tornou "irreversível" pela altura do Natal.

O meu filho crescido está a poucos centímetros de estar da minha altura, corpo atlético e conversa madura, poucos lhe dariam os 10 anos que tem. Claro, que em muitos aspectos tem apenas 10 anos, mas no geral...

Depois deste ano pandémico, e do balão de oxigénio que foi o verão, recolhemos e não fomos mais visitar os avós.

Com a dúvida acerca se passaríamos o Natal com o resto da família a pairar, ao mesmo tempo que falavamos sobre escreverem a carta ao Pai Natal,  o Rodrigo repetiu várias vezes que a única coisa que queria era um Natal normal, em casa dos avós, todos juntos, muito barulho e comida boa. e quanto mais ele repetia isto mais eu percebia que o seu desejo era genuíno. e incrivel para um menino de 10 anos, neste mundo estranho em que vivemos.

Lá fomos passar o Natal, foi um Natal necessariamente diferente, mas conseguimos estar juntos e bem, com saúde. Eles receberam prendas, o que tinham pedido, mas sem exageros nem megalomanias.

Quando voltámos para casa, depois de 1 semana com os avós, para passar o Ano Novo só os 5, num jantar bonito e bem vestidos para a ocasião, este meu filho crescido voltou a "discursar" aradecendo a família que tem, o Natal feliz que teve e a sorte que tem na vida dele. Achei, achámos isto tão bonito e comovente  que só conseguimos envolvê-lo num enorme abraço de grupo. o nosso grupo!

 

lov-u meu kiko!

mãe